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Série 40 Lições – Aula 17

Arqueologia da Constante H: estudo sobre as múmias de Nazca

Arqueologia da Constante H: Estudo sobre as múmias de Nazca

com Prof Konstantin Korotkov

Konstantin Korotkov, é professor de Física, Biofísica e Medicina na Universidade Estatal de São Petersburgo. Por mais de 40 anos trabalhou no mundo científico e mais do que isso, com ciência clássica. Porém, com a ciência clássica sempre estudou tópicos não clássicos. Este capítulo fala sobre a pesquisa de um desses tópicos não clássicos realizados a partir de uma viagem ao Peru.

O Peru é um país maravilhoso, com cidades muito bonitas e próximo do Brasil.  O país possui natureza, mundo animal e natural muito rico, a população local que preservou as tradições antigas vivas até hoje e muitos artefatos realmente fantásticos. Um desses locais, com artefatos antigos e uma cidade antiga muito conhecida é Machu Picchu. Existem muitos sítios arqueológicos ao redor dessa região, muitos deles inclusive não estudados e explorados até hoje.

Antes da invasão espanhola, o Peru era um grande império e até hoje eles celebram datas específicas desse império. Infelizmente, era um império com muito ouro. Essa é uma foto de um artefato antigo presente no museu de Cusco, Peru. No google também é possível ver outros artefatos, artesanatos, objetos antigos de forma absolutamente única. No século XVI esse império foi destruído pelos espanhóis e atualmente temos alguns traços dessa grande cultura. Tive a oportunidade de ir várias vezes e a última ida ao Peru foi muito interessante. Foi na primavera de 2017 em que fomos apresentados à umas múmias realmente muito estranhas. Vejam o vídeo.

Estávamos em um grupo de cientistas, jornalistas e cientistas e tudo suportado pela empresa Gaia.com. Aconteceu que um peruano identificou numa pequena caverna essas múmias. No Peru muitas pessoas fazem caça ao tesouro. Essas pessoas as vezes vendem esses achados no mercado negro, embora proíbido, eles costumam fazer isso. Essa pessoa, chegou nessa caverna e encontrou múmias no interior dessa caverna. Ele tinha a certeza que tinha encontrado um grande tesouro. Então, esse nativo conseguiu contactar esse jornalista mexicano muito famoso, que contatou o presidente da empresa Gaia.com que investiu dinheiro nessa pesquisa. 

Então os pesquisadores foram para essa cidade, onde a múmia estava e foi apresentada presencialmente. O mais estranho no primeiro contato eram os dedos muito compridos, ossos longos também nos pés e os cientistas foram capazes de estudar mais e fazer pesquisas com essas múmias. Então foram feitas todas as medidas e coletadas amostras dos tecidos para realizar testes de DNA. Como podem ver, esse corpo é diferente de nós, com a medida de 1,68m e essas proporções de ossos, conforme delineados na figura. A múmia foi encontrada em uma caverna próximo de Nazca que é muito famosa também por essas figuras desenhadas na terra vistas do alto. Esse hieróglifo encontrado na montanha do Peru tem o desenho de uma baleia, está localizado próximo da montanha onde a múmia foi encontrada, em uma região relativamente distante do mar. Também foram encontrados desenhos rupestres, onde é possível ver essas figuras com três dedos. 

Nesse primeiro encontro com as múmias a equipe optou por manter tudo em silêncio para realizar os primeiros experimentos. Antes de tudo foi feito um teste de carbono para identificar a idade dessas amostras e esses dados foram analisados nos EUA e o resultado revelou idade de aproximadamente 1750 anos com uma margem de erro de aproximadamente 30 anos. Ficou claro que essas múmias não eram falsificadas, porque a idade delas eram próximas do período da civilização de Nazca. Quando eu retornei para a Rússia, em São Petersburgo, eu pedi a ajuda de outros cientistas para fazermos outros testes. Nesse instituto temos um grande departamento de genética, onde trabalha esse cientista, Branov e Koroktkov solicitou seu auxílio para fazer os testes das amostras. Então na Universidade de São Petesburgo, no departamento de medicina, outro cientista levou adiante essa pesquisa e outros cientista somaram do México, Estados Unidos, Peru que se envolveram nessa pesquisa. Dr. Raymundo Salas, radiologista do peru, realizou tomografias e radiografias das múmias. 

Com as análises, chegamos a conclusão de que essa múmia era de uma mulher, nós chamamos de Maria e a idade em torno de 35 45 anos. Ela estava deitada do lado direito e haviam marcas que davam a impressão de que ela tinha sido atacada por um grande animal. Haviam vestígios de patas, garras e dentes. Haviam também determinadas manchas que levaram a concluir que era sangue. Nas imagens antigas do Peru, existem desenhos e evidências da presença do Jaguar. Além disso, ele era considerado um animal sagrado. Essa mulher possui um crânio alongado, com um formato diferente comparado ao crânio humano. Dentes normais, mas ela parecia ter perdido alguns dos dentes superiores e inferiores, tinha molares e pareciam dentes humanos. Era condição típica dos dentes da população humana daquele período. Na região dos ouvidos possuía buracos, mas não possuía orelhas, sem nenhuma evidência de que essas orelhas poderiam ter sido arrancadas. O que ocorre é que uma pessoa pode perder a orelha e isso geralmente deixa evidencias de que perdeu, não era esse o caso. No interior do Tórax era possível localizar as regiões do coração, pulmão e demais órgãos. Essa é uma grande diferença entre as múmias egípcias, porque no caso das múmias egípcias os órgãos, incluso cérebro, eram retirados. Ficou claro que no caso da múmia da Maria era um processo natural de mumificação, a região onde ela foi encontrada possui o ar muito seco e pouca chuva em centenas de anos.  No caso dos dedos, eram apenas 3 dedos, não era um defeito, mas a estrutura própria da palma da mão dela e cada dedo tinha 4 falanges. No seu dedo você verá que nós temos 3 falanges. O mesmo ocorria com os ossos dos pés, com 3 dedos e 4 falanges. A estrutura dos calcanhares eram distintas da nossa humana, no caso dela o movimento era mais como o de uma bailarina. Claro que temos alguns animais com 3 dedos nos pés. Durante a investigação fizeram a pergunta: será que os dedos das mãos e dos pés são falsos? Foram colocados? Após os testes e coleta dos materiais dos dedos das mãos e dos pés e as análises mostraram que pertenciam de fato ao mesmo corpo. Fizemos análises dos elementos dos dedos, do restante do corpo, análises espectrais e ficou claro pelos dados que são materiais do mesmo ser. Ficou comprovado que Maria não é plástico, não era falsa, que era um ser autêntico. 

Depois nossa segunda investigação em viagens ao Peru com múmias encontradas similares a Maria. Uma delas parecia humana, Auyta e outras duas completamente diferentes da estrutura humana. Dois deles eram Alberto e Josefina e eram muito menores com cerca de 63 cm. Tinham uma aparência como um todo muito estranha. Foram feitas radiografias e análises de Alberto, mas o mais interessante foram os resultados de Josefina. Ela tinha esse metal dentro do corpo na região do tórax, na área da clavícula. Fazendo análise constatou-se que ela tinha o osso da clavícula quebrado e essa estrutura metálica. Na região do estômago haviam esses objetos estranho. Tinham entre 60 e 70 cm, 11 vértebras, 3 dedos e 3 dedos dos pés. Uma outra múmia encontrada estava sem cabeça, então conseguimos coletar amostras diretamente de dentro e encaminhamos para os testes de DNA. 

Em outra viagem no ano de 2018, essa pessoa local nos levou para conhecer a caverna pessoalmente. Fomos eu, Konstantin Korotkov e o professor Galesky da Universidade de São Petersburgo acompanhados pelo Mario para conhecer a caverna onde a múmia foi encontrada. Trata-se de uma região árida, com pouca vegetação, tinha um pequeno riacho passando na região mais baixa e subindo a montanha absolutamente nada, apenas pedras e areia. A temperatura estava entorno de 40 graus, uma caminhada difícil e depois chegamos no local onde encontraram a múmia. Ali fizeram um pequeno ritual com folha de coca e água para demonstrar a gratidão à Pacha Mama. Então chegaram nessa pequena caverna e ali realizei as medidas com os instrumentos da Bio Well.

No vídeo vemos a retirada de uma dessas múmias. Tudo ao redor estava envolto por essa poeira branca e essa múmia estavam dentro da poeira, as mesmas características de Alberto e Josefina, tamanho de mãos, pés, corpo. Foram retiradas e levadas para esse outro local para fazer as análises. Uma era masculina outra feminina. Prestem atenção à região próxima da púbis. Nós fizemos todas as investigações que nós queríamos. Essas amostras das múmias, em dois laboratórios distintos, deu uma amostra de idade distinta. Num dos laboratórios, 3380 anos e o outro 6420 anos. Ficamos surpresos, no meu livro eu explico o motivo dessa diferença, mas o mais importante é que não são 8 mil anos ou mais, possui uma mesma ordem de grandeza. Ficou claro que essas múmias pertenciam à Nazca civilização. Foi feita uma análise topográfica, com muito mais detalhes. Primeira coisa de tudo, identificamos esse buraco conecta a espinha com o cérebro, nome desse orifício é Forame Magno. Todos os seres vivos existe esse Forame Magno de forma arredondada, mas para esse ser a forma é quadrada. Um buraco no crânio, que outros animais conhecidos não possuem aqui na Terra. Eles também não possuíam dentes, a parte superior e inferior do maxilar sem placas, era uma coisa só. Eles não eram capazes de mastigar, mas de sugar. É interessante porque o torax não possuía nenhum externo e as clavículas não eram fixadas no externam e possuíam formato diferente das do corpo humano. Também as costelas em formato de semicírculo, completo. Com relação as costelas é importante destacar que nós humanos temos uma divisão entre as costelas direita e esquerda e esses seres não possuíam uma divisão, era um semicírculo completo. Nenhum outro ser animal possui estrutura similar. As vértebras também eram diferentes e foram identificadas 3 tipos distintos. A construção das vértebras diferentes de todas aquelas conhecidas dos animais terrestres. Era claro de que eram criaturas totalmente diferentes de tudo o que conhecemos como humanos. Possuiam esse metal que dava suporte as clavículas e também a estrutura da mão e dos pés baseadas em 3 dedos e algumas delas com implantes metálicos. Análises posteriores da placa metálica da Josefina tinha 80% de cobre, o implante da mão ferro, crome, ligas de ouro e prata. Metais típicos da civilização de Nazca, porque pertenciam à era do bronze onde esse tipo de metal era comum. É necessário uma medicina muito avançada para realizar um implante desse tipo. Mais uma vez destacando a construção das juntas bastante diferentes da nossa. Eles tinham algum tipo de material entre joelhos e cotovelos. Eles conseguiam mover mas com capacidades limitadas em relação a nossa. A construção muito autentica das maos, dos pés, foi verificado o material. Foi encontrado também uma construção muito similar a dos dinossauros, fazendo uma analogia. Ali na região dos pés tinham também cavidades ovais, uma estrutura óssea que havia ali. 

No estômago da josefina, tinham essas esferas e em duas das múmias que tivemos acesso a estrutura do estômago era muito similar. Com as analises a conclusão era que esses objetos eram ovos. Foi possível dectar inclusive um embrião dentro desses ovos, fizemos estudos de DNA em diferentes países simultaneamente e os resultados foram publicados no livro pela Dra. Clara Ines. Foi inicialmente encontrada a conclusão de que pertenceria ao tipo humano. Porque nós possuímos um cromossomo totalmente distinto de todos os outros animais, o chromossomo numero 2, ele muito provavelmente foi criado por meio da fusão de dois cromossomos de primatas. Também o DNA da múmia foi comparado com animais das mais diversas especies, mas identificou-se que a maior parte do DNA era desconhecido, 6% de correlação com o homo sapiens, também uma correlação com vegetais e bactérias de 6%. Na analise comparativa 76% do DNA como não classificável. Era uma amostra orgânica, biológica, mas não correspondente a outros seres do planeta. Essas múmias estavam cobertas por essa poeira e a natureza da susbstancia dessa poeira era composta pela diatomácea, uma especie de alga azul esverdeada que existia no oceano, ali era uma regiao provavelmente coberta pelo oceano. Pela analise da idade é possível dizer que elas pertenciam à era da civilizaçao de Nazca muito estudar por arqueólogos. É provável que vocês conheçam os objetos, existem muitas cerâmicas dessa civilização, fintadas com figuras, cores, tapeçaria e muitos objetos cerâmicos de seres com 3 dedos  nos pés e nas mãos. Esse em particular da figura está no museu arqueológico de Cusco, eu tenho certeza que existam muito objetos antigos com essa configuração. Na tapeçaria também aparecem essas figuras com 3 dedos dos pés e das maos. Então está claro de que se eles apresentam essas figuras nos elementos de artesanato é de que elas de fato existiram. Essa civilização de 3 dedos era bem conhecida.

Em 2018 novembro, houve uma audiência no congresso do Peru sobre esse tema, muitos cientistas de diferentes países, dos EUA, França, Mexico, Peru, Russia. Todos nós fizemos apresentações sobre essas múmias que pertencem a cultura e ao povo do Peru e que precisavam ser muito mais estudadas. Esse grande arqueólogo peruano fez um discurso e falou que tudo não tinha sentido algum, que eles não sabiam onde tinha sido localizado, encontrado, que era tudo ilegal, que ele não sabia como tinham feito essa investigação do peru sem autorização e que ele oficialmente não queria olhar nem tomar parte de tudo isso. Foi muito desapontador para todos, porque era claro as condições da pesquisa e o fato de que se essas múmias não forem conservadas em bom estado, elas estragariam. 

Eu vi muitas negociaçòes da empresa Gaia para localizar uma universidade que tivesse condições de receber essas múmias. Foi transportada para uma universidade em uma pequena cidade do Peru, universidade privada e eles falaram que tinham interesse em conservar as múmias e realizar estudos. Porém, no primeiro dia houve uma intervenção governamental que confiscou essas múmias. Claro que o diretor se recusou, mas foram tomadas ã forca. Hoje em dia elas estão em uma sala especial, protegida, apenas alguns pesquisadores tem autorização de fazer pesquisas com elas. 

Então é claro que queremos saber a resposta, quem são essas múmias de Nazca? Nós temos dois tipos, a da Maria, com uma estrutura e DNA similar a humana e depois as pequenas múmias que não pertencem ao tipo humano. Claro que hoje em dia já é aceito pelos cientistas que existem muitos tipos diferentes de homo sapiens, Homo sapiens neandertal, homo sapiens denisovans. É considerado de que eles vieram de uma das mesmas linhas de desenvolvimento dos primatas. Recentemente aceitaram alguns tipos novos de homo sapiens com achados na Ásia, então existem mais ideias sobre nossos ancestrais antigos de que vieram de muitas linhas. Então talvez Maria venha de uma variante de homo Nazca do tipo humano. Mas claro que os menores fica então a pergunta de quem eles são. Porque eu peguei em minhas maos seis dessas especies e sabemos que existem mais de 6 porque agora Mario reportou essa informação para nós pesquisadores, existem muitas discussões polemicas sobre se eles são ou não extraterrestres. Eu apresento diferentes tópicos e ideias na segunda parte do meu livro sobre as múmias de Nazca. Esse livro está disponível em Russo, inglês e espanhol. A parte inicial do livro eu apresento muito da viagem e na parte final os dados científicos. 

Está claro que nós temos mais perguntas do que respostas. Mas somente quando nós não sabemos as respostas a ciência começa. Então vamos dizer que esse não é o final da história. Esse é o Mário que encontrou essas múmias, e o professor Galeski e certamente ele aguarda muitas outras pesquisas sobre as múmias de Nazca.